Eficiência do sono em idosos brasileiros durante a pandemia pela COVID-19: evidências de um estudo longitudinal
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Palavras-chave

envelhecimento
SARS-CoV-2
confinamento
qualidade do sono

Como Citar

Jéssica Fernanda Corrêa Cordeiro, Leonardo Santos Lopes da Silva, Kessketlen Miranda, Pedro Pugliesi Abdalla, André Pereira dos Santos, & Lucimere Bohn. (2023). Eficiência do sono em idosos brasileiros durante a pandemia pela COVID-19: evidências de um estudo longitudinal. RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 4. https://doi.org/10.61415/riage.90

Resumo

Este estudo deteve como objetivo comparar a eficiência do sono em idosos brasileiros em dois momentos da pandemia por COVID-19. Neste estudo observacional longitudinal idosos de Fortaleza (Ceará, Brasil), foram avaliados via telefone em dois momentos da pandemia por COVID-19 (M1: ano de 2020; M2: ano de 2021) para variáveis sociodemográficas, antropométricas, e eficiência do sono (%) (Escala de Pittsburgh - Componente 4) e atividade física moderada-vigorosa (≥ 150 min) (IPAQ-versão curta). A eficiência do sono foi comparada (M1 e M2) por modelos lineares mistos, ajustada em ambos momentos por idade, sexo, diagnóstico de COVID-19, estado geral de saúde, animal de estimação, índice de massa corporal e atividade física moderada-vigorosa. Para essa análise, foi considerada a diferença média (DM) e o intervalo de confiança (IC 95%) entre os momentos (p<0.05). Foram avaliados 346 idosos (86.7% mulheres; idade= 67.1±5.4). Observou-se uma redução na eficiência do sono entre os momentos (M1= 89.2±13.5; M2= 83.6±33.8; DM=-6.5 [IC 95%=-7.5 a -5.5; p<0.001), mesmo após ajuste para variáveis de confundimento. No início da pandemia (M1) os idosos apresentaram melhor eficiência do sono. A longo prazo, a pandemia da COVID-19 parece ter influenciado negativamente no sono, assim sua eficiência deve ser monitorada a fim de mitigar agravos decorrentes deste prejuízo.

https://doi.org/10.61415/riage.90
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