Doação de órgãos no Brasil: Contribuições da população entre os anos de 2020 e 2022
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Palavras-chave

pessoas idosas
transplante de órgãos
doação de órgãos

Como Citar

Maria Eduarda Silva do Nascimento, Angelo Maximo Soares de Araujo, Rita de Cássia Azevedo Constantino, Mayara Priscilla Dantas Araújo, Allyne Costa Siqueira, Zamir Vidal de Negreiros Filho, … Ana Elza Oliveira de Mendonça. (2023). Doação de órgãos no Brasil: Contribuições da população entre os anos de 2020 e 2022. RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 4. https://doi.org/10.61415/riage.87

Resumo

A doação de órgãos pode ser realizada em vida no caso de órgãos duplos ou após morte encefálica. O transplante visa restabelecer as funções orgânicas em pessoas que apresentam comprometimento, declínio ou paralisação de um órgão. O Brasil é considerado o segundo maior país em número de transplantes do mundo e conta com um sistema público de saúde integral e gratuito que garante a realização de exames preparatórios, cirurgia e acompanhamento ambulatorial pós-transplante. Contudo, o número de doadores é inferior à demanda, o que justifica a utilização de órgãos de pessoas idosas, com a premissa de beneficiar o recetor. Este estudo deteve como objetivo identificar a contribuição das pessoas idosas para a realização de transplantes de órgãos no Brasil. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e abordagem quantitativa, realizado em fevereiro de 2023, a partir de dados secundários publicados de janeiro/2020 a dezembro/2022 pela Associação Brasileira de Transplantes. Identificou-se a realização de 9.043 transplantes de órgãos sólidos no triênio, dos quais 1.260 com doações de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, dos quais 404 (12,0%) em 2020, 394 (12%) em 2021 e 462 (13,0%) em 2022. O aumento da expectativa de vida da população brasileira e das condições sanitárias vem consolidando a inclusão de pessoas idosas como doadoras efetivas de órgãos no Brasil. Essa contribuição favorece a redução do tempo de permanência na fila de espera por um órgão, amplia as chances de sobrevivência e melhora a qualidade de vida de quem necessita de transplante de órgãos.

https://doi.org/10.61415/riage.87
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