Resumo
Ainda que na meia-idade se verifique maior probabilidade de vivenciar acontecimentos de vida que podem influenciar o desenvolvimento individual, este período de vida é considerado uma janela de oportunidade para o envelhecimento bem-sucedido. Neste contexto, a resiliência pode surgir como um recurso essencial para manter os níveis de bem-estar face aos desafios vivenciados na meia-idade. Porém, o conhecimento sobre os determinantes sociais e individuais da resiliência na meia-idade é escasso, comparativamente com a população mais jovem e mais velha. Considerando este gap na investigação, o presente estudo pretende analisar criticamente a literatura sobre a resiliência na meia-idade com o objetivo de identificar tendências emergentes, quadros teóricos, definições de resiliência e instrumentos de avaliação mais utilizados nesta população. O estudo seguiu o protocolo PRISMA. Os principais resultados sugerem que a investigação sobre resiliência na meia-idade tende a não ser sustentada por quadros conceptuais na investigação, a inexistência de uma definição de resiliência consensual entre autores e a utilização de escalas de avaliação reduzidas para avaliar os níveis de resiliência em adultos de meia-idade. As lacunas de investigação identificadas influenciam a forma como os dados recolhidos estão a ser analisados o que contribui para a dispersão do conhecimento. Assim, consideramos que a investigação futura seja capaz de fomentar a criação de propostas teóricas para guiar a investigação e a análise de dados empíricos e, consequentemente, seja possível determinar uma definição da resiliência aceite entre os autores.Referências
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