Resiliência e dinâmicas familiares face à institucionalização: Perceções de pessoas mais velhas e de cuidadores formais
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Palavras-chave

cuidador formal
Envelhecimento
institucionalização
relações familiares
resiliência

Como Citar

Ferreira Farinha, C. I., & Morgado Ferreira De Frias, A. C. (2026). Resiliência e dinâmicas familiares face à institucionalização: Perceções de pessoas mais velhas e de cuidadores formais. RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 9, e472. https://doi.org/10.61415/riage.472

Resumo

A institucionalização de pessoas mais velhas é um processo resultante de diversos fatores, com potencial impacto na saúde, resiliência individual e nas relações familiares. O objetivo deste estudo é analisar perspetivas de pessoas mais velhas e de cuidadores formais sobre a institucionalização e sua influência nas relações familiares. Trata-se de uma investigação qualitativa, exploratória e descritiva, com recurso à entrevista e análise temática. Participaram oito pessoas com mais de 65 anos e quatro cuidadoras formais, selecionadas por conveniência, numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da região Centro de Portugal. Os resultados indicam que o risco de quedas no domicílio e a solidão precipitam a institucionalização. Esta gera alterações nos vínculos familiares, com visitas esporádicas de alguns membros da família à pessoa mais velha. Existe uma reconfiguração pessoal dos utentes, resultante da aceitação, resignação e (des)continuidade biográfica. A espiritualidade e a vinculação na díade «cuidador-pessoa mais velha», são importantes mecanismos de uma adaptação resiliente à institucionalização, algo reconhecido por utentes e por cuidadoras. Estas, porém, ressalvam que a sobrecarga física, emocional e perceção de desvalorização profissional, limita, em parte, a sua participação na promoção da manutenção das relações familiares e bem-estar dos utentes. As conclusões destacam que, apesar da institucionalização ser vivenciada de forma heterogénea pelas pessoas mais velhas, tem impacto nas relações familiares, desafiando a construção de percursos de vida resilientes.
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