Resumo
O envelhecimento populacional é uma realidade crescente em escala global, demandando políticas públicas que garantam dignidade, participação e cidadania às pessoas idosas. Nesse contexto, a educação ao longo da vida emerge como estratégia fundamental para a inclusão social e para a prevenção do isolamento. Este estudo teve como objetivo mapear, analisar e sintetizar as evidências científicas existentes sobre como práticas educacionais formais e não formais contribuem para a inclusão social e a mitigação do isolamento social entre pessoas idosas. Foi conduzida uma revisão de escopo com base em diretrizes internacionais reconhecidas para esse tipo de estudo, utilizando a estratégia população–conceito–contexto, contemplando pessoas idosas, práticas educacionais e diferentes contextos territoriais. As buscas foram realizadas em bases de dados internacionais, resultando em 93 registros iniciais, dos quais 24 atenderam aos critérios de elegibilidade e compuseram o corpus final da análise. Os resultados indicam crescimento expressivo das publicações entre 2021 e 2024, em consonância com a Década do Envelhecimento Saudável, com destaque para experiências desenvolvidas em países do Norte Global e no Brasil. Conclui-se que a educação, em suas diversas modalidades, constitui eixo estratégico para o fortalecimento de vínculos sociais, a promoção da cidadania e a prevenção do isolamento social entre pessoas idosas, demandando políticas intersetoriais que reconheçam o envelhecimento como fenômeno relacional e a educação como prática emancipatória.Referências
Freire, P. (2005). Pedagogia do oprimido (50ª ed.). Paz e Terra.
Freire, P. (2022). Educação como prática da liberdade (60ª ed.). Paz e Terra.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2023). Censo demográfico 2022: Resultados preliminares. IBGE.
Instituto V-Dem. (2023). Democracy report 2023: Resistance to autocratization. University of Gothenburg. https://v-dem.net/media/publications/dr_2023.pdf
Latinobarómetro. (2023). Informe 2023: La recesión democrática en América Latina. Latinobarómetro Corporation. https://www.latinobarometro.org/latContents.jsp
Narushima, M. (2008). More than nickels and dimes: The health benefits of a community-based lifelong learning programme for older adults. International Journal of Lifelong Education, 27(6), 673–692. https://doi.org/10.1080/02601370802408332
Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In E. Lander (Org.), A colonialidade do saber: Eurocentrismo e ciências sociais (pp. 107–130). CLACSO.
Santos, B. de S. (2010). Para além do pensamento abissal: Das linhas globais a uma ecologia de saberes. Cortez.
United Nations, Department of Economic and Social Affairs. (2024). World population prospects 2024. https://population.un.org/wpp
UNESCO. (2015). Rethinking education: Towards a global common good? UNESCO. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000232555
UNESCO. (2023). Futures of education: Learning to become. UNESCO. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000379707
Walker, A. (2002). A strategy for active ageing. International Social Security Review, 55(1), 121–139. https://doi.org/10.1111/1468-246X.00118
Walsh, C. (2009). Interculturalidad, Estado, sociedad: Luchas (de)coloniales de nuestra época. Revista de Ciencias Sociales, 16(2), 15–35. https://doi.org/10.15359/rcs
World Health Organization. (2021). Decade of healthy ageing: Baseline report. WHO. https://www.who.int/publications/i/item/9789240017900

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Direitos de Autor (c) 2026 Maria Weila Coêlho Almeida, Sabela De Oliveira Salazar, Leides Barroso Azevedo Moura
