CARACTERIZAÇÃO DAS NECESSIDADES EM CUIDADOS PALIATIVOS EM ESTRUTURAS RESIDENCIAIS PARA PESSOAS IDOSAS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO
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Como Citar

Andrade, A., & Coelho, S. (2024). CARACTERIZAÇÃO DAS NECESSIDADES EM CUIDADOS PALIATIVOS EM ESTRUTURAS RESIDENCIAIS PARA PESSOAS IDOSAS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO. RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 5. https://doi.org/10.61415/riage.225

Resumo

O envelhecimento populacional tem sido acompanhado pelo aumento da prevalência de doenças crónicas e consequente aumento da dependência de terceiros, com recurso à institucionalização da pessoa idosa, sendo cada vez mais complexas as situações clínicas dos idosos institucionalizados. A integração de cuidados paliativos nestas instituições permitirá eliminar situações passíveis de gerar sofrimento e adequando as intervenções e o plano de cuidados. Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, exploratório-descritivo, realizado em 6 estruturas residenciais para pessoas idosas, que procurou identificar as necessidades em cuidados paliativos dos idosos institucionalizados. Para a recolha de dados foi elaborado um instrumento para a recolha das características sociodemográficas e o NECPAL CCOMS-ICO, 3.1. Visou identificar as necessidades em cuidados paliativos nos idosos institucionalizados, caracterizando a sua condição de saúde referente a comorbilidades, sintomatologia presente e níveis de dependência, de modo a contribuir para um novo olhar e uma reflexão sobre esta realidade.). Dos 488 idosos institucionalizados, verificou-se que 126 idosos apresentaram PS+, tendo sido encontrada uma prevalência de 100% de necessidades paliativas, o que demonstra a complexidade dos idosos institucionalizados, com uma baixa referenciação para estes cuidados. Conclui-se que a percentagem de idosos institucionalizados a carecer de cuidados paliativos é elevada, sendo fundamental a sua implementação nestas instituições. O reconhecimento destes cuidados enquanto elemento constituinte do percurso de evolução de uma doença crónica e progressiva, permitiria uma trajetória da doença mais acompanhada, com mais qualidade de vida e a vivência de uma morte digna.

https://doi.org/10.61415/riage.225
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