Validação do Clock Drawing Test numa amostra de pessoas com ≥ 60 anos
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Palavras-chave

Clock Drawing Test
pessoas idosas
rastreio cognitivo
validação

Como Citar

Ana Beatriz Marques Carvalhinho, & Helena Espírito-Santo. (2023). Validação do Clock Drawing Test numa amostra de pessoas com ≥ 60 anos. RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 4. https://doi.org/10.61415/riage.123

Resumo

O Clock Drawing Test é um instrumento de administração breve que avalia o funcionamento cognitivo global. Este é útil como complemento diagnóstico e para o diagnóstico diferencial entre défice cognitivo ligeiro, severo e doença de Alzheimer. Por isso, é pertinente a validação do mesmo na população portuguesa com ≥ 60 anos.

Este estudo deteve como objetivo determinar a validade do sistema de cotação do Clock Drawing Test de Parsey e Schmitter-Edgecombe (2011) no rastreio de défice cognitivo numa amostra portuguesa com ≥ 60 anos.

Trezentas e onze pessoas idosas (60–93; M = 74,63; DP = 8,56), 65,6% da comunidade e 34,4% em apoio institucional, foram avaliadas com o Clock Drawing Test, Frontal Assessment Battery, Mini-Mental State Examination, Trail Making Test, World Health Organization Disability Assessment Schedule, Mini-Addenbrooke’s Cognitive Examination e Phonemic Verbal Fluency Test.

A consistência interna foi de 0,80. Correlações moderada-elevadas com os restantes testes neuropsicológicos (p < 0,01) suportaram a validade convergente. Para a deteção de défice cognitivo, o ponto de corte do Clock Drawing Test foi de 6 pontos (Sensibilidade: 88,0%, Especificidade: 72,7%). O desempenho deste instrumento variou consoante a idade, escolaridade e origem (comunidade vs. apoio institucional).

O Clock Drawing Test é um instrumento válido e fiável para a avaliação das capacidades cognitivas. Apresenta uma fidedignidade adequada e uma boa precisão de deteção de défice cognitivo. Deste modo, permite uma avaliação do défice cognitivo rápida e fácil em pessoas com ≥ 60 anos.

https://doi.org/10.61415/riage.123
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